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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Para descontrair [2]

Contribuição de imagem pelo meu amigo amissíssimo Rodrigo Neher


Estou pobre de tirinhas quem quiser contribuir para o blog, por favor ;)

domingo, 25 de julho de 2010

O 21° Aminoácido!

Bom dia leitores, hoje acordei meio sem inspiração para escrever aí resolvi compartilhar com vocês um pouco do meu trabalho diário.
Confesso que quando ouvi pela primeira que havia sido encontrado (e nem era tão recentemente) um vigésimo primeiro aminoácido e que eu teria de estudá-lo, entre outras coisas no meu projeto de mestrado que está mais para um projeto de vida, entrei em estado de choque!
Durante a vida inteira eu (como muitas outras pessoas) fui condicionada a compreender e admitir a existência de 20 aminoácidos na natureza, divididos em essenciais e não-essenciais. Cada vez mais populares essas moléculas formadoras de proteínas tornam-se comuns nas conversas cotidianas que vão das donas de casas na fila do mercadinho até as rodas acadêmicas das grandes universidades.
O que talvez devesse ser melhor explicado nas universidades é que existem muitos outros aminoácidos presentes no planeta Terra mas, somente alguns fazem parte do código genético padrão, aqueles 20 que todo mundo conhece e a selenocisteína, que apesar de raro é um aminoácido encontrado em todos os ambientes e é o 21º aminoácido porque é codificado pelo código genético (redundante essa frase, ficou feia mas vai assim mesmo).
Mas existem 64 possibilidades de combinação para formação de aminoácidos a partir de uma trinca que dá origem a um códon, a maioria dos aminoácidos é codificada por mais de um códon, o trio base desse aminoácido PASMEM é UGA, como assim? UGA é um stop códon! Exatamente, então como é que a selenocisteína poderia ser codificada? Existe uma teoria super legal de que o código genético, como todas as coisas, também está em evolução. Descobriu-se no ínicio dos anos 80 que existe num mecanismo baseado em um operon específico que é capaz de incorporar esse aminoácido dando origem as proteínas conhecidas por selenoproteínas que são glutationas peroxidases, elas fazem parte de uma família valiosissima para sinalição e o controle redox. O mais legal disso tudo é que a incorporação é feita por mecanismos diferentes em procariontes e eucariontes.
Isso desmente a idéia de que o código genético seja universal, pode ser que ele seja quase todo universal, mas não é completamente e isso faz com que as provas de genética na faculdade estejam muito muito desatualizadas!
Bom talvez esse não seja o tema mais cativante sobre o qual eu tenha escrito aqui no blog, mas minha gente é isso que eu estudo: vias de sinalizaçao redox e estresse oxidativo e para isso, é importante conhecer as  redutases, oxidases e outras "ases" da vida. Quem sabe alguém se interessa e estuda isso também!
Bom domingo a todos e boa semana =)



terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sperm Hook Up to Outswim Rivals

Esse foi o título de um dos textos da prova de Inglês do mestrado em Patologia da Universidade Federal do Paraná. Eu achei tão divertido e intressante que resolvi fazer um resuminho aqui no blog, lá vai:
A pós-doutora Heidi Fischer fez um estudo muito curioso, ela marcou espermatozóides fluorescentemente de camundongos com hábitos de poligamia e hábitos monogâmicos para diferenciar um esperma do outro, depois fez um mix espermático e constatou que os espermatozóides oriundos de camundongos monogâmicos ligavam-se uns aos outros indiscriminadamente na tentativa de fecundar o óvulo. No entanto, os espermatozóides de animais poligâmicos ligavam-se com espermatozóides do mesmo macho e ainda, sendo a ligação feita entre irmãos eles ligavam-se com espermatozóides do mesmo sexo.
Incrível o sistema, ainda desconhecido, que existe de reconhecimento entre eles. Isso pode identificar uma caracteristica evolutiva na qual a tentativa de perpetuar a espécie é a força universal mais forte, pois espermatozóides que se ligam criam correntes e conseguem nadar mais rápido encontrando e fecundando o óvulo mais velozmente. Legal né?
Eu achei demais!
O texto original foi publicado na ScienceNow Daily News quem quiser segue o link Sperm Hook Up to Outswin Rivals.
Abraços e boa semana =)

domingo, 4 de outubro de 2009

Doença Renal Crônica

A doença renal crônica (DRC) é uma patologia grave que atinge uma em cada dez pessoas no mundo. Caracterizada pela perda progressiva das funções renais, estado não reversível, em estágios avançados pode ser necessário tratamento com hemodiálise e/ou transplante.
É uma doença assimptomática confundida com anemia ou diabetes, está geralmente associada a outras doenças, sendo as cardiovasculares responsáveis pelo alto indíce de mortalidade em doentes renais crônicos.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia o Brasil tem cerca de 2 milhões de doentes renais em diferentes estágios e 60% dessas pessoas não sabe que possui a doença. Pessoas acima de 60 anos e crinaças menores de 5 anos de idade, bem como, fumantes, alcoolistas e hispertensivos formam o principal grupo de risco da síndrome urêmica.
Um exame fácil e barato que está disponível no sistema único de saúde (SUS) é o clearance de creatinina, que determina a eficiência com que os rins através da filtração glomerular eliminam os resíduos de creatinina presentes no sangue ou urina.
Novos tratamentos estão surgindo na tentativa de evitar a progressão da doença. Tratamento com terapias antioxidantes tem se mostrado muito promissoras, tema inclusive da minha monografia. Na ultima Reunião Anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe) foi discutido o uso de células tronco para tratamento aos portadores da DRC, estudo realizado pela nefrologista Lucia  Andrade da Faculdade de Medicina de São Paulo (USP), mas os estudos ainda em fase experimental não são conclusivos.

Para quem quiser saber maiores informações acesse o site:


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

H1N1

Ontem 23 de agosto,  na revista norte amerciana Nature Imunology, cientistas da Universidade do Texas, em San Antonio, divulgaram ter conhecimento de uma protéina do sistema imune inato, chamada Nod2 que é capaz de identificar a família de virus influenza A pelo reconhecimento do genoma viral e ainda combater a propagação do vírus por ativar moléculas do sistema imunológico.
O desenvolvimento de uma vacina a partir desse estudo por apontar um grande avanço na contenção dessa pandemia, que depois de chegar em terras tupiniquins atingiu até a aldeia dos índios guaranis no interior de São Paulo, acredita-se que o vírus tenha chegado por contatos entre indígenas com pessoas de fora da aldeia.
Aqui em Curitiba as Universidades Católica, Positivo e Federal do Paraná estão produzindo uma vacina na tentativa de combater o vírus juntamente com as medidas preventivas adotadas pelas unidades de saúde.
Assista ao vídeo e saiba como se prevenir da nova gripe!





abraços